A Traição da Fotografia

a-traic3a7c3a3o-das-imagens-isto-nc3a3o-c3a9-um-cachimbo-renc3a9-magrite-belgica-1898-1967-bc3a9lgica-1929-olc3a9o-sobre-tela-acervo-do-museu-de-arte-do-condado-de-los-angeles-h“La trahison des images”, 1928-29. René Magritte.

Isto não é um cachimbo. A complexidade de um quadro, aparentemente, tão inteligível, rendeu até mesmo um livro escrito por Michel Foucault que compartilha o título da pintura. Mas, há duas explicações bem fáceis de serem obtidas através de reflexões a cerca da pintura. A primeira explicação é a relação entre texto e imagem. Na cultura ocidental, o texto (ou legenda) sempre tem uma capacidade maior de atribuir significado a imagem do que a imagem em si. E a segunda explicação, a minha favorita, nos faz perceber que uma imagem é sempre a representação de uma coisa e não a coisa em si.

A fotografia não é uma representação mecânica da realidade. A fotografia é uma ficção.

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Hieronymus Bosch

IMG_6614As Tentações de Santo Antão, Bosch – Acervo do MASP 

Aproveitei o tempo livre que tive ontem para visitar o MASP. Estava curiosa para ver como havia ficado o acervo com os cavaletes de cristal criados por Lina Bo Bardi. O resultado é realmente incrível! Porém o MASP estava tão lotado que foi quase impossível tirar boas fotografias do acervo, pretendo voltar um outro dia pra tentar capturar o ~esplendor~ geral desses cavaletes de cristal.

Acabei passando grande parte do tempo investigando a obra de um dos pintores mais intrigantes da história da arte: Hieronymus Bosch. O painel central (ou um estudo sobre este) do tríptico As Tentações de Santo Antão faz parte do acervo permanente do museu. Bosch foi capaz de criar uma realidade própria, profundamente inspirado pela religião cristã na Idade Média, concebeu criaturas e situações dignas de um inferno, no mínimo, fascinante. Se eu acreditasse em inferno, gostaria que ele fosse mesmo uma das criações de Bosch.

 

Mondrian e o Movimento De Stijl

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São cerca de 60 obras de artistas do movimento conhecido como De Stij. Pinturas, fotografias, móveis e desenhos de arquitetura que mostram a visão vanguardista dos artistas que fundaram o movimento em 1917, na Holanda. Entre eles, o icônico pintor Piet Mondrian. A exposição ocupa os cinco andares do espaço Centro Cultural Banco do Brasil, oferece também instalações interativas que garantem uma experiência culturalmente rica e divertida. Comprei meu ingresso através do aplicativo Ingresso Rápido e a entrada é franca!

Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
25.01 a 04.04
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
De quarta a segunda, das 9h às 21h

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